Ex-ministros Rui Costa e Márcio França receberam autorização para cumprir quarentena remunerada após deixarem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos terão direito a remuneração equivalente ao salário de ministro por seis meses, mesmo durante o período de campanha eleitoral.
A medida, regulamentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação, busca impedir que ex-integrantes do alto escalão utilizem informações privilegiadas obtidas no cargo em atividades privadas. A remuneração, que começará a ser paga em agosto, referente à folha de julho, ainda não foi creditada aos dois.
Rui Costa, que busca uma vaga no Senado pela Bahia, solicitou a quarentena por pretender retomar vínculo com a Braskem, alegando acesso a informações sensíveis na Casa Civil. Márcio França, candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Fernando Haddad, justificou o pedido ao informar que foi convidado para atuar como consultor do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi).
Para obter o benefício, o ex-ministro deve informar à Comissão de Ética Pública o potencial conflito de interesses. Além de Costa e França, outros ex-ministros, como Márcio Macedo, Cida Gonçalves, Ana Moser e Nísia Trindade, também receberam autorização para cumprir a restrição remunerada.

