Uma nova tarifa adicional de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos afetará cerca de 3.000 produtos brasileiros, totalizando US$ 12,5 bilhões em exportações anuais ao mercado norte-americano. A medida, que entra em vigor em 24 de julho de 2026, agrava as condições de acesso dos produtos nacionais e aumenta os riscos à competitividade da indústria brasileira.
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) informou que 85,3% dessas exportações, correspondentes a US$ 10,7 bilhões, serão sujeitas ao acúmulo da nova tarifa de 12,5% com a alíquota adicional de 25% previamente anunciada. Com essa cumulação, a sobretaxa pode chegar a 37,5% para a maioria dos itens afetados, um dos percentuais mais altos aplicados pelos EUA a parceiros comerciais.
A entidade avalia que o novo cenário reduz a competitividade das exportações brasileiras, aprofunda a retração do comércio bilateral e eleva custos para empresas e consumidores nos Estados Unidos. A Amcham também apontou que a medida pode fragilizar cadeias produtivas integradas e desestimular investimentos bilaterais entre os dois países.
O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, declarou que a retomada das negociações entre Brasília e Washington é o caminho mais eficiente para reverter as barreiras comerciais. Ele afirmou que o entendimento bilateral é o método mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados, alertando que medidas de reciprocidade aumentam tensões políticas e comerciais.


