O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o impacto das recentes tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil deve ser modesto, apesar das tensões comerciais globais. O órgão divulgou relatórios que indicam a resiliência da economia nacional e projeta um crescimento de 2,4% para 2026.
Segundo documentos divulgados nesta quinta-feira (23), a aplicação de tarifas americanas, incluindo um aumento de 12,5% sobre as já existentes, não deve gerar um impacto macroeconômico direto significativo no país. O FMI explicou que as exportações brasileiras para os EUA representavam menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) antes dos aumentos tarifários.
O órgão destacou que o aumento das exportações de soja para a China foi fundamental para atenuar o déficit nas transações correntes. Além disso, o Brasil registrou resiliência diante do choque de commodity, devido ao seu status de exportador líquido de petróleo e à alta participação de fontes renováveis em sua matriz energética.
Para sustentar o crescimento, o FMI recomendou que o país adote um “esforço fiscal mais ambicioso”. O comitê de avaliação declarou que uma postura fiscal mais firme apoiaria a desinflação e abriria caminho para taxas de juros mais baixas, embora alertasse para a incerteza global.

