A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo para apurar a destituição do vice-presidente do conselho da Vale, Marcelo Gasparino. A mineradora acusou o executivo de vazar informações sigilosas para a imprensa. A destituição, anunciada após ele perder a disputa pela presidência, ainda depende de confirmação dos acionistas.
A CVM solicitou informações à mineradora, que afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não comentaria o assunto. Gasparino, que está na Vale há seis anos, disputou a presidência do conselho em assembleia de acionistas nesta quarta-feira. Ele foi derrotado por Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, que pautou a proposta de destituição em sua primeira reunião no colegiado.
O vice-presidente se posicionou contra a troca de presidente, apoiada pela Previ, fundação que gere aposentadorias de funcionários do Banco do Brasil. Ele chamou a ofensiva da fundação sobre o então presidente do conselho de “aventura societária” e questionou a candidatura de Oliveira. Gasparino registrou seu voto na reunião que aprovou a substituição do antigo presidente, Daniel Stieler.
Este é o segundo processo da CVM ligado à sucessão no conselho. O primeiro apura o pagamento de compensação financeira a Stieler, que renunciou no início do mês. A empresa remunerou Stieler alegando que ele conhece informações sigilosas, embora não haja previsão de pacote compensatório pós-emprego na política de remuneração da Vale.

