O Ministério da Fazenda estuda a prorrogação do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida visa reduzir os efeitos da alta do petróleo no Brasil. A avaliação ocorre em meio à nova elevação do preço do barril Brent, que ultrapassou US$ 100 nesta semana, segundo a pasta.
O benefício, criado para amortecer os impactos da alta do petróleo, está em vigor desde 25 de maio e tem validade de dois meses. O ministério informou que ainda não há decisão definitiva sobre a renovação, nem sobre o prazo ou eventual alteração no valor do subsídio.
A análise ocorre após o barril do tipo Brent retomar patamares acima de US$ 100, pressionado por conflitos no Oriente Médio. O governo havia sinalizado o fim do subsídio após um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã em junho, mas a situação mudou com a declaração de insucesso das negociações por parte do presidente dos Estados Unidos.
Enquanto a decisão sobre a gasolina aguarda, o subsídio ao diesel permanece ativo. O benefício de R$ 1,12 por litro foi prorrogado por 60 dias pelo Congresso Nacional. Além disso, o Conselho Nacional de Política Energética autorizou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, em caráter inicial de 180 dias.

