O Brasil anunciou que acionará a Lei da Reciprocidade Econômica e a Organização Mundial do Comércio (OMC) após os Estados Unidos imporem uma nova tarifa adicional de 12,5%. O ministro Márcio Elias Rosa declarou que, se as negociações falharem, o país não hesitará em usar instrumentos de retaliação comercial contra Washington.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (23) que o objetivo principal do Brasil é retirar produtos nacionais da cobrança. Ele declarou que, primeiramente, o país buscará negociar, mas que, se for necessário, utilizará o instrumento da reciprocidade. O governo classificou a medida dos Estados Unidos como “completamente arbitrária e injustificada”, acusando o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de adotar uma política protecionista.
Em nota divulgada à imprensa, o Planalto informou que iniciará imediatamente os procedimentos para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica e levará a disputa ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também defendeu a continuidade das conversas, mas busca apoio emergencial para as empresas atingidas. A entidade propôs medidas como crédito e orientação técnica para setores que perderem competitividade no mercado americano.
Márcio Elias Rosa explicou que o impacto das tarifas pode ser integral para certas cadeias produtivas, mesmo que a cobrança atinja uma parcela limitada das exportações. Ele citou a indústria da madeira como um dos segmentos mais afetados, indicando que o governo deve combinar negociação, crédito e apoio jurídico para esses setores.

