O sistema Cinemascope, projetado para tornar o cinema mais espetacular, foi alvo de críticas de diretores como Fritz Lang nos anos cinquenta. O cineasta austríaco questionava que a panorâmica ampla não se adaptava à proporção humana nem ao controle do enquadramento.
Fritz Lang, conhecido por obras como ‘Metrópolis’ e ‘Furia’, expressou sua visão sobre o formato. Ele afirmou que o Cinemascope “só serve para filmar serpentes e enterros”. Essa crítica surgiu em um período em que a indústria cinematográfica enfrentava uma crise, buscando sistemas mais grandiosos para atrair o público das salas de cinema, que migrava para a televisão.
Na prática, Lang debatia o que permanecia dentro do plano e o que ficava fora, focando na essência da visão artística. Ele considerava que a proporção de tela, que variava entre 2:35:1 e 2.55:1, não se alinhava à proporção natural do rosto humano ou à direção que o cineasta deveria exercer sobre a imagem.


