Um especialista afirmou que a revisão dos gastos do governo federal no Brasil será “no amor ou na porrada”. A análise, feita durante um painel, aponta que o país necessita de um ajuste fiscal de 4% do PIB para estabilizar as contas.
Walter Maciel, CEO da AZ Quest, declarou que a solução para o desequilíbrio fiscal brasileiro é um ajuste de 4% do PIB. Ele explicou que, se comparado às renúncias fiscais atuais, que chegam a 7% do PIB, as medidas necessárias não são complexas de implementar.
Maciel alertou que a expansão contínua do gasto público sem esse ajuste pode levar a uma crise econômica, citando até a possibilidade de impeachment. Ele comparou os gastos do governo atual com os de gestões anteriores, que ficaram em torno de 7% e 10% do PIB, respectivamente.
O cenário fiscal nacional se soma a desafios internacionais. Gestores como Bruno Marques apontaram que o aumento do endividamento global e os estímulos fiscais em países desenvolvidos pressionam as taxas de juros. Além disso, a desaceleração da China, com endividamento de 350% do PIB, sinaliza fragilidade econômica global.

