A B3 prepara o lançamento da B3RL, uma stablecoin lastreada em real, que deve integrar a estratégia da Bolsa para ampliar a infraestrutura de ativos digitais no Brasil. Executivos da B3, XP Inc. e Parfin defenderam, em painel realizado em São Paulo, que a combinação de tecnologia e regulação acelerará a tokenização de ativos financeiros no país.
Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes e pessoa física da B3, afirmou que o mercado de blockchain amadureceu, passando da fase de testes para a adoção em escala, impulsionado pelo avanço regulatório. A B3RL funcionará como representação digital do real, possibilitando liquidação instantânea e servindo de base para que bancos e corretoras desenvolvam novos serviços de investimento digital.
A tokenização, que transforma ativos em representações digitais em blockchain, reduz custos e simplifica processos. Paiva declarou que o futuro prevê um cenário onde o investidor não perceberá que o ativo é um token. A B3 pretende iniciar testes de tokenização de ativos no começo de 2027, visando ampliar o horário de negociação e reduzir fricções operacionais.
Marcos Viriato, CEO da Parfin, comentou que a stablecoin da B3 pode ser um divisor de águas, pois hoje a tokenização é usada principalmente em crédito estruturado. Ele disse que a consolidação do mercado depende da conclusão do arcabouço regulatório brasileiro, embora a tecnologia já esteja validada e com escala para uso.


