Janet Yellen, ex-secretária do Tesouro dos EUA e ex-presidente do Federal Reserve, declarou que não há evidências de um choque de produtividade gerado pelo avanço da inteligência artificial nos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um painel sobre perspectivas econômicas globais.
Yellen afirmou que não observa melhoria na produtividade agregada nem pressão desinflacionária decorrente da IA. Ela diferenciou o cenário atual dos anos 1990, período em que o presidente do Fed Alan Greenspan apontou ganhos com a expansão da internet.
A ex-secretária do Tesouro explicou que o grande investimento em IA eleva os preços de semicondutores e eletricidade. Paralelamente, o mercado de trabalho se fortalece e os gastos de consumo expandem devido à expectativa de lucros futuros.
Segundo Yellen, o Fomc não pode reduzir as taxas de juros neste momento por causa da IA, mas ela considerou a possibilidade de tal flexibilização no médio prazo, nos próximos anos.

