Gestores de investimento concluíram que a inteligência artificial amplia margem e produtividade nas empresas, mas a inflação permanece como o maior risco a ser observado nos mercados globais. O painel “Mundo em Movimento: As perspectivas das bolsas globais” reuniu especialistas que analisaram o retorno dos investimentos em tecnologia.
A análise sobre o retorno dos investimentos em IA depende da forma como a tecnologia é incorporada aos negócios, explicou Gina Adams, da HB Wealth Management. Ela observou que empresas que usam a IA para transformar operações já registram resultados positivos, especialmente em crescimento de receita e eficiência. Adams destacou que cerca de 75% das companhias esperam algum retorno sobre receita com a adoção da tecnologia.
Laura Howenstine, da Wellington Management, separou os grupos de empresas, afirmando que os chamados hyperscalers, gigantes de tecnologia com data centers massivos, já mostram retorno consolidado sobre os altos investimentos em infraestrutura. Alastair Pang, do Morgan Stanley, declarou que os retornos sobre os investimentos em IA têm sido “incríveis”, impulsionados pelo consumo crescente dessa inteligência.
Pang comparou o ciclo atual de investimentos a algo próximo de 1997, e não a bolhas anteriores, citando a base econômica mais sólida. Ele afirmou que o avanço da demanda por computação fortalece a cadeia tecnológica, gerando maior necessidade de CPUs e GPUs. Contudo, Gina Adams ressaltou que a inflação continua sendo o principal risco para os mercados acionários.

