A XP estabeleceu a meta de liderar o mercado de investimentos brasileiro até 2033, o que implica em dobrar seu tamanho e alcançar R$ 4 trilhões em ativos sob custódia. A estratégia da empresa se apoia na expansão de serviços, no fortalecimento do banco e na redefinição do papel do assessor financeiro.
Segundo o CEO da XP, Thiago Maffra, a companhia está em uma “terceira onda” de crescimento. A visão da empresa migra de uma plataforma de investimentos para uma instituição de serviços financeiros focada em planejamento de longo prazo. O diferencial competitivo, afirma Maffra, passa a ser a capacidade de entender a vida financeira do cliente, oferecendo soluções que abrangem investimentos, sucessão patrimonial e planejamento tributário.
José Berenguer, CEO do Banco XP, complementou que a integração de serviços bancários é crucial. A companhia pretende usar sua base de dados para oferecer alternativas mais eficientes aos clientes que contratam crédito em outras instituições com juros elevados. Maffra detalhou que o assessor deve atuar como um “CFO da vida financeira” do cliente, auxiliando em decisões que vão além da gestão de ativos.
Em relação ao mercado, os executivos apontaram potencial para ETFs e reforçaram a importância da alocação internacional. A recomendação da XP é que os investidores mantenham, em média, 15% do patrimônio no exterior, embora o percentual atual esteja em torno de 7%. A empresa também afirmou que manterá o crescimento de receita em dois dígitos, independentemente do cenário político ou econômico.

