O governo iraniano recusou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, mediada pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. A recusa, divulgada nesta quinta-feira (23), indica que Teerã não busca um entendimento temporário sem abordar o Estreito de Ormuz, um corredor vital para o transporte mundial de petróleo.
Autoridades iranianas informaram que qualquer negociação deve incluir a questão do Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, comentou que a comunicação entre Irã e Estados Unidos não depende de intermediários, pois ambos os lados possuem canais diretos para transmitir mensagens.
A iniciativa diplomática ocorreu após o primeiro-ministro iraquiano se reunir com o presidente Donald Trump em Washington. Posteriormente, ele conversou com o presidente Masoud Pezeshkian, o general Mohammad Bagher Ghalibaf e o chanceler iraniano em Teerã. No entanto, as negociações não avançaram.
Autoridades iranianas avaliam que o conflito pode se intensificar se o presidente Trump executar ameaças de atingir Teerã e outras infraestruturas estratégicas. Duas fontes ligadas ao governo afirmaram que, nesse cenário, o Irã poderia ampliar sua resposta militar, incluindo ataques contra Tel Aviv e ações de grupos houthis no estreito de Bab al-Mandab.

