A China repudiou, nesta sexta-feira (24), a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais. A medida, que entrou em vigor no mesmo dia, afeta o Brasil e decorre de uma investigação americana sobre trabalho forçado.
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que a posição do país é clara: opõe-se a todas as formas de medidas tarifárias unilaterais. O porta-voz chinês, Lin Jian, afirmou que “guerras tarifárias e guerras comerciais não interessam a nenhum dos lados”.
A nova barreira comercial foi anunciada após negociações entre o chanceler chinês, Wang Yi, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, realizadas nas Filipinas. A tarifa resulta de uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que analisou o combate ao trabalho forçado.
A China, o Brasil e outros 36 países foram enquadrados na alíquota de 12,5%. Para a China, a tarifa geral subiu de 10% para 22,5%, ultrapassando o acordo de novembro de 2025. Já para o Brasil, a nova taxa soma-se a uma sobretaxa de 25% anunciada em 15 de julho, podendo elevar o total para 37,5%.

