O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu que a liderança da inteligência artificial dos Estados Unidos depende da construção de um ecossistema aberto, e não da concentração de modelos avançados em poucas corporações. Em um comunicado, ele explicou que a empresa se beneficia quando todos desenvolvem IA, pois vende a infraestrutura de computação necessária para esse processo.
Huang argumentou que modelos de peso aberto expandem a competição, reduzem custos e aceleram a adoção da IA em diversos setores. A Nvidia, segundo o executivo, não comercializa modelos de IA, mas sim o hardware de computação essencial para treinar, ajustar e implantar qualquer modelo, seja ele desenvolvido por grandes empresas ou por startups.
Essa estratégia beneficia a Nvidia ao dispersar a demanda de computação entre universidades, governos e empresas, em vez de concentrá-la em poucos gigantes de tecnologia. Um exemplo citado é o desenvolvedor chinês de modelos abertos, que ainda depende de sistemas fornecidos pela Nvidia para seu avanço.
Apesar do benefício para a Nvidia, a estratégia gera um dilema: o acesso mais amplo aos chips pode fortalecer concorrentes internacionais. Contudo, a empresa se posiciona para suprir ambos os ecossistemas, mantendo sua vantagem competitiva na infraestrutura global de IA.

