A Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED) alertou para riscos na indústria de saúde após a entrada em vigor, nesta sexta-feira (24), de uma nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida afeta fabricantes de dispositivos e insumos médicos que não foram incluídos nas exceções americanas.
A nova cobrança se soma à tarifa anterior de 25% aplicada a diversos produtos, elevando a tributação total de parte das exportações brasileiras para até 37,5%, além da tarifa regular de importação. Segundo a ABIMED, o impacto é significativo, pois muitas empresas brasileiras dependem das vendas para os EUA para manter a escala de produção e a viabilidade econômica.
Fernando Silveira Filho, Presidente-Executivo da ABIMED, explicou que o setor opera com cadeias globais integradas. Ele disse que a indústria não consegue redirecionar vendas rapidamente para outros mercados, visto que os produtos de saúde exigem processos regulatórios longos e rigorosos em cada país.
Em resposta, o governo brasileiro classificou a decisão dos Estados Unidos como “completamente arbitrária e injustificada”. O governo anunciou que iniciará procedimentos para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica e levará o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

