A WEG (WEGE3) recebeu avaliações otimistas do mercado após divulgar resultados acima do esperado no segundo trimestre. O Itaú BBA prevê retomada de crescimento entre 15% e 20% a partir de 2026, mas o Goldman Sachs mantém recomendação de venda para as ações.
O Itaú BBA avalia que o pior momento da companhia passou e considera a relação risco-retorno das ações mais favorável. Segundo o banco, a empresa deve acelerar a expansão a partir do segundo semestre de 2026, com ritmo entre 15% e 20% nos anos seguintes. A instituição também aponta que a WEG possui características escassas no Brasil, como exposição ao dólar e vínculos com eletrificação e inteligência artificial.
O BBA reiterou recomendação equivalente à compra, estabelecendo preço-alvo de R$ 50. A projeção do banco considera um câmbio de R$ 5,10 por dólar e crescimento médio de cerca de 15% nas operações internacionais em dólares. Em relação às tarifas, o Itaú BBA acredita que os impactos no segundo semestre de 2026 serão menos severos que no primeiro semestre.
Já o Goldman Sachs reconheceu que o balanço do segundo trimestre reduziu incertezas sobre o crescimento da companhia. A instituição financeira mantém recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 37,30. O banco observou que a alta de 9% das ações após o balanço refletiu a redução de riscos, mas a queda subsequente indicou preocupações com a evolução das margens.

