O CEO da Nvidia, Jensen Huang, utilizou seu primeiro post na rede social X para divulgar uma carta de 25 empresas americanas defendendo os modelos de inteligência artificial de pesos abertos. O documento argumenta que a IA deve ser construída globalmente, e não concentrada em sistemas fechados, em meio a disputas com a China.
Huang resumiu a posição na publicação, afirmando que modelos abertos fortalecem a segurança e a cibersegurança, aceleram a inovação e viabilizam a soberania. Modelos abertos permitem que qualquer pessoa baixe, inspecione, modifique e execute o sistema em sua própria infraestrutura, diferentemente dos modelos fechados, cujo funcionamento interno é restrito à empresa desenvolvedora.
A carta, assinada por gigantes como Microsoft, Meta e IBM, foi reforçada pelo presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella. O movimento faz paralelo ao software livre dos anos 1980, que sustenta grande parte da internet e sistemas das Forças Armadas dos Estados Unidos.
A defesa da abertura ocorre em contexto de embate governamental sobre restrições a modelos chineses, como o Kimi K3, lançado pela Moonshot AI. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, apoiou o código aberto, mas alertou que ele não é “temporada aberta para propriedade intelectual americana”, citando riscos de espionagem industrial.

