O crime organizado deixou de ser apenas um problema de segurança pública e passou a impactar o ambiente de negócios no Brasil. O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel afirmou que facções criminosas depreciam imóveis e afastam investimentos em regiões sob sua influência.
Pimentel explicou que as organizações criminosas ampliaram sua atuação para além do tráfico de drogas, explorando atividades econômicas em territórios dominados. Entre essas atividades estão a venda de botijões de gás, internet, transporte alternativo e serviços financeiros informais.
O especialista declarou que a receita das facções hoje depende de toda a comercialização local, pois o tráfico de drogas representa cerca de 15% da renda. Ele disse que empresas nessas áreas pagam taxas de proteção para operar, citando provedores de internet no Ceará como exemplo.
A situação afeta a economia de regiões inteiras. Em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, a expansão de facções vizinhas provocou a depreciação imobiliária, fazendo com que o valor dos imóveis caia. Pimentel comentou que investidores já consideram esse risco ao tomar decisões de compra.

