O governo de Luiz Inácio Lula da Silva aguarda avanços significativos nas negociações comerciais com os Estados Unidos somente após o fim deste ano. Embora as conversas possam ser retomadas após 29 de julho, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a janela de negociação será mais favorável em cerca de cinco meses.
Lula declarou que tentou negociar com os americanos para evitar a aplicação de uma tarifa adicional, mas que nunca houve “reciprocidade” nas conversas. O presidente reforçou que o Brasil “não vai sair da mesa de negociação”. O ministro Márcio Elias Rosa explicou que as conversas podem ser retomadas após 29 de julho, data limite para que mercadorias brasileiras em trânsito cheguem aos EUA sem a taxa de 25%.
A agenda dos EUA, segundo fontes, está focada em questões políticas e eleitorais, o que limita argumentos econômicos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que Lula não negociou de “boa fé”. O governo brasileiro anunciou, contudo, um socorro de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito subsidiadas para empresas afetadas pelas tarifas e incertezas internacionais.
A tarifa adicional de 25% deve impactar 15% da pauta exportadora brasileira para os EUA, totalizando US$ 5,8 bilhões, conforme o MDIC. O plano de socorro também atenderá setores estratégicos, como fertilizantes e produtos químicos, além de empresas prejudicadas por conflitos no Golfo Pérsico.

