O tratamento inadequado de piscinas representa risco à saúde dos usuários devido à proliferação de microrganismos e ao uso incorreto de produtos químicos. O Conselho Regional de Química da 12ª Região (CRQ-12) alerta que a manutenção deve ser feita por profissionais habilitados para prevenir intoxicações e reações perigosas.
O gerente de Fiscalização do CRQ-12, Adriano Ayres, afirmou que a combinação de fatores químicos pode provocar intoxicações e irritações na pele e nos olhos. Ele explicou que, embora o cloro seja essencial para eliminar microrganismos, seu manuseio exige conhecimento técnico, pois o gás cloro é altamente tóxico. Ayres relatou ter presenciado um piscineiro dissolvendo produtos químicos com os pés dentro da piscina, o que demonstra a delicadeza da atividade.
Para garantir a segurança, o tratamento da água depende do monitoramento constante de parâmetros como pH, teor de cloro, alcalinidade e turbidez. O especialista ressaltou que a aparência cristalina da água não assegura a segurança, pois microrganismos invisíveis podem contaminar o ambiente. Sinais de alerta incluem irritação ocular, coceira na pele ou alterações no odor do cloro.
O CRQ-12 também aponta riscos na comercialização de produtos sem rótulo ou procedência, que podem causar reações inesperadas. Ayres recomendou que proprietários contratem profissionais químicos registrados no Conselho, além de orientar a população a procurar órgãos como a Vigilância Sanitária ao identificar irregularidades.

