As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram preparativos para uma operação militar de grande porte na Cisjordânia ocupada nesta sexta-feira (24). O movimento ocorre após um confronto que resultou na morte de quatro palestinos e dois israelenses, elevando a tensão na região.
O incidente começou quando um grupo de colonos entrou em uma área da Cisjordânia onde a presença de civis israelenses é proibida, conforme o Exército israelense. Ao se aproximarem da vila palestina de Tell, houve confronto com moradores locais, que evoluiu para troca de tiros. Segundo os militares, um palestino tomou a arma de um agente de segurança de um assentamento próximo, que morreu, e um segundo militar israelense também perdeu a vida.
Em resposta à escalada, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a evacuação e a destruição de vilarejos palestinos na região, alegando que a medida seria necessária para restaurar a segurança. Paralelamente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que os militares acelerem a criação de novos postos avançados de assentamentos.
As FDI impuseram toque de recolher nas aldeias palestinas de Tell e Bureij, além do assentamento israelense de Shiloh, e enviará reforços para a operação, que visa localizar e prender dezenas de palestinos envolvidos no confronto. O episódio, embora os militares não tenham classificado como ataque planejado, passou a ser tratado oficialmente como atentado terrorista.

