Investimentos alternativos, como private equity, imóveis e infraestrutura, estão ganhando espaço nas carteiras de investidores individuais. Especialistas afirmaram, durante painel na Expert XP 2026 em São Paulo, que a expansão dessa alocação exige atenção ao risco, ao prazo e à escolha do gestor.
Apesar da atratividade desses ativos, que podem ampliar a diversificação, os participantes do painel apontaram que a concentração em uma única classe de ativos pode limitar oportunidades ligadas à economia real. Thiago Bronzi, sócio da Pátria Investimentos, comentou que o termo “alternativos” está se tornando mainstream, pois ativos como private equity e imobiliário são lastreados em ativos reais, o que traz segurança na volatilidade.
Marcus Valpassos, sócio gestor imobiliário da Icatu Vanguarda, declarou que o cenário de juros reais elevados no Brasil dificulta a migração para ativos de maior risco. Ele afirmou que a análise da economia real apresenta um quadro diferente, e que a construção de uma carteira resiliente é a principal oportunidade no setor imobiliário.
Chu Kong, head de private equity na XP Asset, explicou que o investimento em private equity se divide em três etapas: a definição da tese, a criação de valor e a saída do investimento. O caso de uma empresa de conteúdo esportivo ilustrou como o retorno depende da capacidade do gestor de transformar a empresa investida.
Ao final, os especialistas alertaram sobre erros comuns. Valpassos disse que é um problema pensar muito no curto prazo e ignorar riscos sistêmicos. Bronzi e Chu concordaram que o fundamental para quem migra do investimento tradicional é a seleção do gestor, que deve ter um track record robusto.

