O dólar à vista recuou 0,06%, fechando em R$ 5,0809 na sexta-feira (24/7). A queda, que ocorre após a divisa furar a marca de R$ 5,05 na manhã, é atribuída a uma correção técnica e ao acompanhamento de esforços do Paquistão, com apoio da China, para retomar negociações entre Estados Unidos e Irã.
O desempenho do real na semana foi destacado, segundo relatórios, como o de segunda melhor moeda emergente, atrás apenas do peso colombiano. Esse resultado se deve ao salto de mais de 9% no preço do petróleo, visto que o Brasil é exportador líquido da commodity. Especialistas apontam que a agenda doméstica esvaziada e o recesso parlamentar fizeram com que ativos domésticos tivessem maior influência externa.
Marco Mecchi, diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, explicou que a moeda brasileira “é peculiar, pois acaba se favorecendo de um petróleo mais alto, o que ajuda a atrair fluxo”. Ele comentou que, enquanto o petróleo valorizou na quinta-feira (23/7), o câmbio se apreciou na sexta-feira devido às perspectivas de acordo do Paquistão.
Em outros aspectos, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o ajuste fiscal é peça fundamental para o crescimento do país. Contudo, o governo desbloqueou R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026, mantendo R$ 17,9 bilhões bloqueados para cumprir o limite de crescimento das despesas previsto no arcabouço fiscal.

