O senador Flávio Bolsonaro (PL) alegou ter sido vítima de “quebra de sigilo ilegal” após a exposição de notas fiscais emitidas por seu escritório de advocacia em 2025. Os documentos apontam para transações com uma empresa que recebeu repasses do Banco Master. O parlamentar afirmou que está sofrendo uma “perseguição desproporcional” contra ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador declarou, durante uma transmissão ao vivo, que a divulgação de notas fiscais, que só seu escritório ou órgãos públicos como a Receita Federal e a Secretaria de Fazenda do DF possuíam, configura quebra de sigilo ilegal. Documentos mostram que, em 7 de abril de 2025, o escritório emitiu duas notas de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Assessoria e Consultoria, as quais foram canceladas no mesmo dia.
Flávio Bolsonaro negou irregularidades e disse que está sendo acusado por não aceitar trabalhar para uma empresa ligada a ex-banqueiro preso por fraudes. Ele afirmou que a situação representa uma “perseguição desproporcional”. Além disso, em abril de 2025, o escritório emitiu outra nota fiscal de R$ 500 mil para a Contábil Correa, pelo serviço de “assessoria jurídica”.
A Copenhagen Assessoria e Consultoria tinha como diretor Artur Figueiredo, gestor da administradora de fundos Trustee DTVM, empresa citada em investigações sobre as fraudes do banco. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito sobre o caso. O senador também mencionou investimentos privados em um filme, referindo-se a repasses de R$ 61 milhões de ex-banqueiro para a produção do longa “Dark Horse”.

