O Google registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 5,9 bilhões (R$ 29,8 bi) no segundo trimestre, pela primeira vez em décadas. O resultado negativo ocorreu devido aos gastos crescentes em infraestrutura de inteligência artificial, que transformam o grupo em um negócio intensivo em capital.
A empresa informou que o fluxo de caixa livre ficou abaixo do esperado, após aumentar seus planos de gastos com data centers e equipamentos de IA pela segunda vez neste ano. A diretora financeira, Anat Ashkenazi, declarou que os investimentos de capital para 2026 serão de US$ 195 bilhões (R$ 986,2 bi) a US$ 205 bilhões (R$ 1 tri), valor superior à projeção anterior.
Apesar da pressão no caixa, a receita total da Alphabet alcançou US$ 120 bilhões (R$ 606,5 bi), superando a estimativa média dos analistas. A unidade de nuvem cresceu 82% em relação ao ano anterior, gerando US$ 24,8 bilhões (R$ 125,3 bi) no período, enquanto o negócio de publicidade em buscas cresceu 17%.
O CEO do Google, Sundar Pichai, disse aos investidores que a companhia está em uma fase de mudança estrutural. O grupo está concentrando poder computacional no treinamento do Gemini 4, seu próximo modelo de fronteira, e acelerará o ritmo de lançamentos de modelos, enquanto compete com rivais como Meta e Microsoft na corrida da IA.

