O crescimento das corridas de rua no Brasil enfrenta o desafio dos corredores não inscritos, conhecidos como “pipocas”. Segundo pesquisa da Ticket Sports, 36,3% dos corredores já participaram de provas sem registro oficial. A prática, motivada principalmente pelo custo das inscrições, eleva custos operacionais e cria riscos de segurança para os organizadores.
A head de Marketing da Ticket Sports, Gabriela Donatello, afirmou que o fenômeno é observado em outros países, mas ganhou relevância no mercado brasileiro. O estudo revelou um efeito multiplicador: 59% dos corredores irregulares levam outras pessoas para participar sem inscrição. Donatello explicou que, mesmo sem pagar, esses participantes utilizam infraestrutura como hidratação e banheiros, custos que são absorvidos pelos inscritos.
A pesquisa também indicou que 70% dos corredores sem inscrição não percebem o impacto financeiro da prática. Além disso, a executiva destacou o risco de segurança: sem número de peito ou cadastro, o atendimento em emergências se torna complexo. “Quando um pipoca passa mal durante a prova, muitas vezes ninguém sabe quem ele é ou quem deve ser avisado.”
Donatello avalia que impedir totalmente o acesso é inviável, especialmente em provas longas em vias públicas. Ela defende que o caminho mais eficiente é a conscientização. “A corrida de rua é uma grande comunidade. Mais do que criar barreiras, é importante que organizadores expliquem os impactos dessa prática e promovam campanhas de conscientização.”


