O governo brasileiro estima que 47,3% das exportações do país para os Estados Unidos serão afetadas por tarifas impostas pela administração de Donald Trump. As novas medidas, que incluem taxas de 12,5% e 25%, somam-se a sobretaxas existentes sobre aço e alumínio.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (24), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) calculou que as novas ações americanas, no âmbito da Seção 301, atingirão 23,1% das exportações brasileiras. Essas tarifas se distribuem em categorias específicas: 4,7% das exportações são alcançadas apenas pela sobretaxa de 12,5%, que inclui minérios e pescados; 1,9% é atingido somente pela sobretaxa de 25%, abrangendo o açúcar; e 16,5% sofrem a sobretaxa acumulada de 37,5%, afetando produtos como máquinas e móveis.
O Mdic informou que a intensificação das tarifas ocorre em um contexto de perda de dinamismo no comércio bilateral. Os dados mostram que as exportações brasileiras para os EUA caíram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025, mantendo a trajetória de queda em 2026.
No primeiro semestre de 2026, as vendas somaram US$ 17,4 bilhões, o que representa uma redução de 13% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O Mdic explicou que a retração foi influenciada pela diminuição dos embarques de óleos brutos de petróleo, que caíram 30,4%, e de produtos primários de ferro ou aço, cujas exportações recuaram 21,7%.


