O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho, negou na quarta-feira (23) que o pré-candidato esteja tentando imprimir um estilo semelhante ao de seu pai. Marinho disse que as falas mais agressivas refletem uma indignação natural com fatos recentes, como investigações e críticas.
Marinho afirmou que a postura do pré-candidato não representa uma mudança de tom, mas sim uma reação às notícias sobre ligações financeiras. O coordenador comentou que o pré-candidato se manifestou sobre a divulgação de que ele teria recebido R$ 500 mil por serviços advocatícios a uma empresa ligada a um indivíduo. Ele declarou que o pré-candidato foi reativo ao uso da máquina pública contra adversários políticos.
Em relação a declarações feitas em encontros com diplomatas, Marinho explicou que Flávio Bolsonaro defendeu o aperfeiçoamento do sistema eleitoral. O pré-candidato citou uma empresa investigada por fraude nas eleições venezuelanas, fato que foi desmentido pela Justiça Eleitoral. O coordenador alegou que a intenção era apenas defender maior fiscalização.
Sobre a decisão da federação PP-União Brasil de manter a neutralidade nas eleições de 2026, Marinho disse que o apoio não foi perdido. Ele informou que a equipe buscará os partidos até o dia 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias.

