Tereza de Benguela, conhecida como a Rainha Negra, liderou o quilombo Quariterê no Mato Grosso durante o século XVIII. Por meio de sua liderança, seu povo resistiu à escravidão por vinte anos, até 1770, quando o quilombo foi atacado e destruído por forças militares.
O dia 25 de julho marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra no Brasil. A data serve para reflexão sobre questões históricas como escravismo, exploração, racismo e machismo, que persistem na sociedade contemporânea.
Dados estatísticos apontam desigualdades atuais: 71% das mulheres negras ocupam postos precários e informais, em comparação com 54% das mulheres brancas. Além disso, o salário médio da trabalhadora negra é metade do salário da trabalhadora branca, mesmo quando há similaridade de escolaridade.
Apesar dos desafios, a mulher negra também apresenta conquistas, como o aumento no acesso ao ensino superior e a crescente presença no mercado de beleza e moda. O Dia da Mulher Negra é visto como um momento de luta por cidadania e reconhecimento social.

