Os partidos que compõem o Centrão devem manter a neutralidade na eleição presidencial de outubro, segundo análises políticas. A tendência é que os grupos atuem de forma independente em nível nacional, embora possam firmar acordos regionais em estados.
A formação das chapas para as eleições de outubro gera um movimento partidário intenso. Em nível nacional, a expectativa é que os partidos do Centrão permaneçam neutros, visto que não há possibilidade de acordo com o governo Lula antes do pleito. Contudo, existe uma negociação com o PT para que esses partidos não colaborem com Flavio Bolsonaro.
O PT não exige que os partidos do Centrão apoiem Lula no primeiro turno, mas busca evitar o apoio formal a Flavio Bolsonaro, o que daria maior tempo de exposição televisiva ao candidato bolsonarista. Os partidos, por não possuírem definição ideológica rígida, podem fechar acordos regionais com forças de esquerda ou direita, dependendo da situação local para a eleição de senadores e bancadas.
Embora Flavio Bolsonaro busque apoio para competir em igualdade com Lula na propaganda eleitoral, é considerado improvável que ele consiga um respaldo formal dos partidos do Centrão no primeiro turno.

