A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros afeta 29,4% das exportações do Brasil para o mercado norte-americano, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A medida, que entrou em vigor em 24 de julho de 2026, aumenta a pressão sobre a indústria nacional.
A CNI calculou que a tarifa alcança US$ 12,4 bilhões em vendas brasileiras. De acordo com a entidade, 80,7% das exportações atingidas já possuíam tarifa adicional de 25% e agora enfrentarão cobrança acumulada de 37,5%, o que representa US$ 10,8 bilhões em vendas e 3.985 produtos.
Outros 13% das exportações afetadas, equivalentes a US$ 1,6 bilhão e 75 produtos, terão apenas a nova alíquota de 12,5%. No total, 48,7% das exportações brasileiras aos EUA passarão a ter algum tipo de tarifa adicional, resultado das ações do governo norte-americano sob a Seção 301.
Ricardo Alban, presidente da CNI, declarou que o momento exige avanço nas negociações bilaterais. Ele afirmou: “É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”.
Setores mais expostos à tarifa acumulada incluem madeira, alimentos, químicos, minerais não metálicos, celulose e papel, e máquinas e equipamentos, o que pode afetar a competitividade das empresas brasileiras no principal destino de seus produtos manufaturados.

