Os Estados Unidos solicitaram ao México que adote a mesma barreira tarifária imposta por Washington contra aço e alumínio chineses, seguindo o modelo da Seção 232. A exigência visa preservar o tratamento preferencial para o aço produzido na América do Norte, ao mesmo tempo em que impõe uma barreira externa comum à China, segundo fontes ligadas ao assunto.
As autoridades comerciais dos EUA pediram que o México adote as tarifas, o que representa uma grande exigência no contexto das negociações para a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (USMCA). Apesar da pressão, o México demonstrou abertura para considerar a proposta durante as conversas confidenciais, que buscam um acordo-quadro até o fim do ano, segundo as fontes.
As negociações bilaterais entre os países, que incluem o Representante de Comércio dos EUA e o secretário da Economia do México, abordam temas como aço, alumínio, indústria automobilística e agricultura. Os EUA atualmente aplicam tarifa de 50% sobre aço e alumínio básicos da China e de outros países, além de tarifa de 25% sobre produtos derivados.
Os produtores americanos de aço também solicitaram a adoção de uma regra de “fundido e vazado”, que exigiria que o aço recebesse tratamento preferencial apenas se produzido desde a etapa de fusão em alto-forno na América do Norte. O México, por sua vez, já havia implementado novas tarifas sobre cerca de 1.500 produtos de países sem acordos comerciais.

