O presidente Donald Trump suspendeu, por enquanto, os planos de intensificar ataques militares dos EUA contra o Irã. A decisão foi tomada após assessores alertarem sobre o risco de esgotar os estoques de interceptores antimísseis Patriot e outras munições de defesa aérea do Pentágono no Oriente Médio.
Funcionários do governo afirmaram que a ameaça ao estoque de interceptores é um fator de alto risco para o retorno a grandes operações de combate. Trump e seus principais assessores também demonstraram desconforto com a perspectiva de uma guerra em expansão na região, além de uma crise econômica global e o agravamento das crises energética e de refugiados.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, alertou reservadamente que, embora retomar grandes operações fosse viável, isso esgotaria perigosamente os interceptores disponíveis para o Comando Central das Forças Armadas. Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca, declarou que o presidente prefere uma solução diplomática, mas mantém todas as opções abertas caso o Irã continue com atividades terroristas no Estreito de Ormuz.
Apesar do arrefecimento dos combates entre EUA e Irã no sábado, as tensões permanecem altas. Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita. Além disso, o ministro Mohsen Paknejad informou que o Irã vendeu US$ 18 bilhões em petróleo durante o cessar-fogo, o que gerou mais de 60% da receita orçamentária prevista.

