A composição do eleitorado para a disputa de 2026 mostra um crescimento na relevância do voto feminino, que atingiu 52,8% do total. A diferença entre mulheres e homens aptos a votar chegou a 9,1 milhões de pessoas, influenciando o debate político nacional.
A análise histórica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que a disparidade entre os sexos no voto aumentou significativamente. Em 2010, a diferença era de 5,1 milhões; hoje, ela quase dobrou. O cientista político Jairo Nicolau, em seu livro “O país dividido”, afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) teve domínio nos dois gêneros entre 2002 e 2014, mas houve uma reconfiguração notável a partir de 2018.
Pesquisas apontam que a candidatura de um político em 2018 introduziu temas morais no debate, gerando uma reação clara no eleitorado feminino. Segundo pesquisadora do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), em 2022, se dependesse apenas das mulheres, o PT teria sido eleito no primeiro turno. Dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb) mostram que, em 2018 e 2022, os candidatos do PT tiveram cerca de dez pontos percentuais a mais no eleitorado feminino do que no masculino.
As sondagens recentes refletem essa dinâmica. Segundo a última pesquisa Genial/Quaest, 50% das mulheres aprovam o governo Lula, enquanto 44% desaprovam. Em simulação de segundo turno, o Datafolha de junho registrou 44% para o petista contra 26% para o candidato de oposição, considerando apenas as eleitoras.

