O crescimento das plataformas de apostas on-line gera alerta entre especialistas, que apontam que o entretenimento pode se tornar compulsivo. O vício compromete a saúde mental, desestrutura finanças e afeta relacionamentos, configurando uma questão de saúde pública.
O psicólogo Miguel Assis explica que o hábito deixa de ser recreativo quando há continuidade e fixação na ideia de ganho rápido. Ele afirma que o indivíduo passa a pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando, momento em que o comportamento se torna doentio.
Do ponto de vista financeiro, a economista Laís Lima aponta que o uso de crédito ou empréstimos para apostar e o aumento de valores para cobrir perdas são sinais de alerta. Ela declara que o dinheiro desviado das despesas básicas reduz o consumo tradicional, impactando setores como comércio e turismo.
A dependência está ligada aos mecanismos de recompensa cerebral, gerando sensações intensas de prazer que levam o indivíduo a buscar o jogo constantemente. Além disso, a compulsão pode levar a quadros de ansiedade e depressão, forçando o abandono de hábitos saudáveis.

