As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 26% nos dois primeiros meses de vigência provisória do acordo entre Mercosul e o bloco europeu. O movimento fortalece a estratégia do Brasil de diversificar mercados diante das incertezas comerciais envolvendo os Estados Unidos, segundo o economista Igor Lucena.
O avanço comercial, segundo Lucena, reflete os primeiros efeitos da aproximação entre os blocos, pois tanto o Brasil quanto a União Europeia buscam diversificar relações comerciais em meio a dificuldades com os Estados Unidos. O tratado está em fase inicial de implementação, e a eliminação de tarifas ocorrerá de forma gradual.
Setores competitivos do Brasil, como frutas e parte do agronegócio, já sentem os benefícios da abertura do mercado europeu. O economista explicou que o aumento gradual da relação comercial era esperado. Além disso, o avanço das negociações foi impulsionado pela política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja pressão sobre a União Europeia acelerou o processo.
Lucena avalia que a transformação para exportações de maior valor agregado deve ocorrer no médio prazo, pois o Brasil precisa ampliar investimentos para aumentar capacidade industrial. Ele também acredita que o Mercosul ganhará força com a consolidação da entrada da Bolívia e possível reintegração da Venezuela.

