A Igreja Presbiteriana Unida (IPU) decidiu que pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ podem ser recebidas como membros e atuar em funções pastorais, dependendo de critérios vocacionais. A deliberação ocorreu durante assembleia geral da entidade em Salvador, entre 17 e 19 de julho.
A decisão, tomada em Salvador, não estabelece uma doutrina fixa, mas permite a inclusão desses fiéis na instituição. O movimento ocorre três anos após a criação de uma Comissão Especial para Assuntos de Gênero pela IPU, que analisou o tema com a participação de representantes da comunidade, presbitérios e pastores.
O grupo de trabalho identificou visões diversas sobre a comunidade LGBTQIAPN+, abrangendo abordagens inclusivas e conservadoras. A IPU reforçou seu posicionamento contra discursos de ódio e discriminação, condenando práticas como a “cura gay”.
Com este avanço, a IPU se alinha à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, integrando-se a denominações históricas que reconhecem os direitos de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.

