A administração do presidente Donald Trump discute uma possível operação militar dos Estados Unidos no Mali contra o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), organização afiliada à Al-Qaeda. A iniciativa, que visa conter a expansão jihadista na região do Sahel, ainda não tem aprovação da Casa Branca, e o plano divide membros do governo americano.
O Mali, controlado por uma junta militar desde 2021, enfrenta a expansão contínua da atividade jihadista. O JNIM intensificou ofensivas recentes, chegando à capital, Bamako, e conquistando uma cidade estratégica no norte do país após confrontos com tropas malinesas e forças russas. O grupo disputa influência na região com uma filial do Estado Islâmico.
A eventual intervenção militar dos EUA poderia elevar o risco de incidentes com as forças russas, que mantêm um contingente no país prestando apoio ao governo local. O Departamento de Estado dos EUA não informou apoio a uma ação armada, mas o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou a condenação americana às atividades do JNIM.
Caso autorizada, a operação faria do Mali o oitavo país a receber ações militares dos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Trump, período em que Washington já atuou no Iêmen, Somália, Síria, Irã, Iraque, Nigéria e Venezuela.

