O Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT), da Unicamp, lançou uma pesquisa epidemiológica inédita no Brasil para mapear a trombose venosa, doença causada pela formação de coágulos em vasos sanguíneos. A iniciativa registrará dados em três grupos: adultos com trombose nos membros, adultos com câncer e crianças hospitalizadas.
A coordenadora do CDT, Joyce Maria Annichino, afirmou que o país não possui informações detalhadas sobre a prevalência e as complicações da síndrome pós-trombótica. Segundo a pesquisadora, não há dados sobre a ocorrência de novos episódios em pacientes ou a porcentagem de pacientes com câncer que desenvolvem trombose.
O levantamento estabeleceu uma rede com profissionais de 11 hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) em seis cidades paulistas. As análises incluem o acompanhamento de 5.000 adultos com câncer por um ano e o monitoramento de pacientes com trombose venosa aguda por dois anos. A fase infantil já foi concluída, diagnosticando quase 250 casos em mais de 1.000 ocorrências analisadas.
O Ministério da Saúde contabilizou mais de 36.000 novos diagnósticos de trombose no primeiro semestre de 2025. A pesquisadora destacou que a sanção da Lei 15.448/2026 é um marco, pois estabelece prazo de 180 dias para hospitais criarem comissões permanentes de prevenção.

