A região amazônica carece de propostas substantivas de desenvolvimento, segundo um professor da UFAM. O autor critica a falta de planos arrojados durante o debate político e alerta para a possibilidade de questionamento da soberania sobre o território.
O especialista questiona os planos para a Amazônia com a aproximação das eleições presidenciais, afirmando que o foco principal do debate é o antagonismo entre os candidatos. Ele observa que não há propostas de transformação para a região, mantendo-se o isolamento e a falta de investimentos em desenvolvimento nas áreas de fronteira.
Em relação à infraestrutura, o custo de voos na Região Norte é significativamente mais alto que a média nacional. Dados da ANAC indicam que, entre junho de 2024 e junho de 2026, o voo na região custava em média R$ 0,9366/km, enquanto a média nacional era de R$ 0,5224/km, representando um custo 79,2% superior.
Em contraste com a falta de planos federais, surgem propostas estaduais, como a possível criação de uma Parceria Público-Privada para voos regionais no Amazonas. O autor compara isso à operação da TABA, ativa entre 1976 e 1999. Contudo, ele aponta que o debate público ainda foca em pautas que favorecem interesses estrangeiros ou a extração de riquezas.


