O presidente argentino Javier Milei criticou o presidente Lula e afirmou que não foi autorizado a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A declaração, feita em entrevista na Argentina, também incluiu acusações contra o Brasil por financiar uma campanha contra a Argentina.
Milei argumentou que o presidente brasileiro visitou a ré Cristina Kirchner em julho de 2025 sem restrições, mas que não lhe foi permitido visitar o ex-presidente Bolsonaro, a quem ele considera preso injustamente. O líder argentino também acusou o Brasil de ter financiado um quarto de uma campanha anti-Argentina, que teria se iniciado durante a Copa do Mundo de 2026, citando também o México e o Partido Democrata americano.
A crise diplomática se intensificou após Milei participar do evento de lançamento da candidatura de um senador no PL em São Paulo. Durante o discurso, o presidente argentino atacou o presidente Lula e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal de “lixo careca”, devido à decisão que impediu sua visita a Bolsonaro.
Em resposta às ofensas, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro convocou o embaixador argentino para consultas. Fontes diplomáticas brasileiras informaram que Milei “ofendeu dois Poderes, o povo e a democracia brasileira”. O governo argentino, por sua vez, declarou que não fará retratação ao Brasil.

