O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta segunda-feira, 27, que a próxima eleição presidencial brasileira transcende o cenário nacional. Segundo Araújo, o processo político se internacionalizou, e o país poderá se alinhar ao “mundo livre” ou a um “bloco totalitário” com base no resultado eleitoral.
Araújo declarou que a disputa eleitoral brasileira atrairá grande interesse internacional devido ao peso geopolítico do país. Ele atribuiu à articulação externa de Flávio Bolsonaro um ativo crucial para sua pré-candidatura. O ex-ministro afirmou que o fato de Flávio Bolsonaro ter se articulado com lideranças como Donald Trump e Javier Milei, posicionando-se no grupo do mundo livre, é a principal força de seu nome na disputa.
Como exemplos dessa dimensão internacional, Araújo citou o discurso de Javier Milei, presidente da Argentina, na convenção do PL em 25 de julho, e os recentes atritos entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Tais eventos demonstram a conexão da política interna brasileira com a disputa de poder mundial.
As declarações ocorrem em um contexto de tensão comercial. O governo dos Estados Unidos impôs tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, somando-se a tarifa de 25%, sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, por questões de trabalho forçado. Paralelamente, Milei manifestou apoio a Flávio Bolsonaro em São Paulo, declarando que ele pode impedir Lula e trazer mudança.

