A varejista de moda rápida Shein registrou prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, enquanto a receita avançou apenas 1,1%, segundo dados divulgados antes de sua abertura de capital em Hong Kong. Os resultados mais fracos reforçam preocupações sobre a sustentabilidade do crescimento da empresa.
A companhia, sediada em Singapura, apresentou prejuízo de US$ 99 milhões (R$ 504 milhões) no primeiro trimestre de 2026, em contraste com o lucro de US$ 395 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) do mesmo período de 2025. A receita total atingiu US$ 9,05 bilhões (R$ 46 bilhões), um avanço de apenas 1,1%. O lucro operacional caiu 26%, sendo o prejuízo trimestral majoritariamente atribuído a um ajuste de US$ 328 milhões (R$ 1,7 bilhão) relacionado a ações preferenciais conversíveis e resgatáveis, conforme documento apresentado à Bolsa de Valores de Hong Kong.
No acumulado de 2025, a Shein obteve lucro de US$ 2,06 bilhões (R$ 10,5 bilhões), um valor inferior aos US$ 3,37 bilhões (R$ 17,1 bilhões) registrados em 2024. A empresa planeja estrear na bolsa em agosto, buscando levantar entre US$ 2 bilhões (R$ 10,1 bilhões) e US$ 3 bilhões (R$ 15,2 bilhões). Analistas apontam que a ausência de uma perspectiva sólida de crescimento dos fundamentos pressionará as avaliações.
A varejista, que construiu seu império de moda rápida oferecendo roupas de baixo custo, enfrenta concorrência acirrada da Temu e intensificação do escrutínio regulatório. Dados indicam que o crescimento do tráfego global nos sites da Shein desacelerou, e vendas nos Estados Unidos caíram em junho e julho, impactadas pelo fim da isenção de tarifas de importação.

