A segunda fase da licitação dos ônibus do Rio de Janeiro foi suspensa pelo desembargador Pedro Saraiva de Andrade Lemos, do Tribunal de Justiça do Rio. A medida, que afetava a entrega de propostas prevista para 28 de agosto, visa dar oportunidade de manifestação às empresas e à prefeitura.
A suspensão ocorre em meio a questionamentos dos consórcios sobre o cumprimento de acordos firmados em 2025, que tratam da remuneração das empresas e da entrega das linhas aos novos operadores. Os consórcios alegam que o repasse financeiro está aquém do combinado com o município.
A segunda fase da licitação abrange cinco lotes e contempla mais de 1.400 coletivos novos, com expectativa de investimento privado de R$ 1,4 bilhão. Os veículos previstos para as linhas da Zona Oeste, Vila Isabel e Ilha do Governador devem entrar em operação no primeiro trimestre do próximo ano.
Com a nova frota, a prefeitura busca aumentar em 56,5% a oferta de transporte nessas localidades. Além disso, 43% dos veículos terão piso baixo para facilitar a acessibilidade. A Procuradoria Geral do Município informou que considera a decisão equivocada e entrará com recurso.

