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Leitura: Tarifa de 37,5% dos EUA Pressiona Exportadores Têxteis
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Economia

Tarifa de 37,5% dos EUA Pressiona Exportadores Têxteis

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de julho de 2026 21:10
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Empresas brasileiras dos setores têxtil e de confecção sentem o impacto da tarifa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos não isentos. O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, afirmou que a medida compromete a competitividade do setor e exige mobilização para preservar as exportações.

Segundo o executivo, a soma da tarifa adicional de 25% com a sobretaxa de 12,5% atingiu quase toda a pauta exportadora da indústria, exceto cordéis de sisal e roupas usadas. Pimentel declarou que o Brasil passa a enfrentar uma das maiores tarifas entre os parceiros comerciais dos Estados Unidos, ficando em terceiro lugar, após China e Canadá, no acúmulo de encargos.

A Abit intensificou a diplomacia empresarial junto às associações norte-americanas e fornece informações técnicas para subsidiar as tratativas oficiais do governo brasileiro. Contudo, o mercado interno também enfrenta obstáculos, pois a indústria nacional sofre concorrência de produtos importados, o que o dirigente classificou como um “tarifato às avessas”.

Pimentel apontou que pequenas e médias empresas são as mais vulneráveis, pois algumas dependem de 50% ou 60% da receita do mercado norte-americano. Como alternativa, o acordo Mercosul-União Europeia é visto como oportunidade, com previsão de tarifas reduzidas a zero em oito anos, embora exija investimentos em feiras e missões comerciais.

TAGGED:Comércio InternacionalcompetitividadeEstados UnidosExportaçãosetor-têxtiltarifa
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