O Brasil pode enfrentar um déficit de motoristas profissionais nos próximos cinco anos se não aumentar o número de pessoas habilitadas para o transporte de cargas e passageiros, alertou o ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta quarta-feira (27). A preocupação decorre do envelhecimento da categoria e da baixa entrada de novos profissionais no setor.
O ministro afirmou que a ausência de medidas pode gerar dificuldades para suprir a demanda por caminhoneiros e motoristas de ônibus, o que tende a elevar custos de frete e comprometer cadeias produtivas. “As projeções indicam que o Brasil pode viver um déficit de motoristas profissionais nos próximos cinco anos. Precisamos agir agora para ampliar o número de pessoas habilitadas e garantir a renovação da categoria”, disse Renan Filho durante evento promovido pelo Ministério dos Transportes.
O transporte rodoviário é essencial para a economia, pois, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), cerca de 65% das mercadorias circulam pelas rodovias brasileiras. Representantes do setor relatam dificuldades crônicas para preencher vagas, citando o envelhecimento dos profissionais e os altos custos para obter as categorias C, D e E da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Para reverter o quadro, o Ministério dos Transportes estuda alternativas como linhas de financiamento para a CNH e programas de qualificação. Renan Filho defendeu também a valorização da profissão, pois o transporte rodoviário manterá papel estratégico na economia brasileira, mesmo com investimentos em ferrovias e hidrovias.


