O governo brasileiro classificou o comportamento do presidente da Argentina como “muito grave” após ele proferir ofensas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes. O episódio abriu uma crise diplomática, mas o Itamaraty desaprovou as reações de ministros brasileiros.
O presidente argentino dirigiu ataques a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal em um evento realizado no sábado, dia 25. Em seu discurso, o argentino se referiu a Lula como “presidiário” e “ladrão”, e xingou o ministro do STF. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou o embaixador argentino para cobrar explicações sobre os “impropérios” de Milei.
Apesar da crise, o Itamaraty desaprovou os termos utilizados por ministros brasileiros na resposta aos ataques. O titular da Fazenda chamou o argentino de “palhaço”, enquanto outro ministro afirmou que ele era uma “caricatura patética”. O governo, contudo, orienta que os ministros evitem ataques pessoais para não reagir no mesmo tom.
Além da convocação do embaixador, Mauro Vieira realizou consultas com o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para diagnosticar o desgaste no relacionamento bilateral. O gesto diplomático de chamar o embaixador ao país demonstra descontentamento com a atitude do presidente argentino.

