O governo Trump solicitou à Suprema Corte dos EUA a liberação de uma ordem executiva que visa endurecer as regras do voto por correio em todo o país antes das eleições de meio de mandato, em novembro. O pedido foi feito pelo Departamento de Justiça nesta segunda-feira (27), buscando derrubar a decisão de uma juíza federal que havia barrado a medida em 23 estados e em Washington D.C.
A juíza federal Indira Talwani havia determinado que o governo não possui autoridade para alterar a organização eleitoral dos estados, argumentando que a Constituição dos EUA confere aos próprios estados a definição das regras de votação. O Departamento de Justiça alegou que o processo judicial foi prematuro, pois as agências federais ainda definem como implementar a ordem.
A medida, assinada por Trump em março, busca limitar o uso de cédulas enviadas pelo correio e prevê que o governo federal envie aos estados uma lista de cidadãos aptos a votar. O Departamento de Segurança Interna ficaria responsável por montar essa lista, e o Departamento de Justiça investigaria funcionários que enviassem cédulas a eleitores não aptos.
O Tribunal de Apelações também negou o recurso do governo no sábado. O 1º Circuito, com sede em Boston, rejeitou o pedido para suspender a decisão da juíza Talwani, o que motivou o recurso à Suprema Corte. Restrições ao voto por correio tendem a beneficiar republicanos, já que eleitores democratas utilizam mais o voto por correspondência.

