O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou não concordar com analistas de mercado que defendem uma nova reforma da Previdência, que aumente a idade de aposentadoria. Ele afirmou que há mecanismos alternativos, como a desoneração da folha, que impactam o sistema em cerca de R$ 28 bilhões anuais.
Queiroz reconheceu a pressão do envelhecimento populacional, mas classificou o aumento de idade ou de alíquotas como “muito cruel”. O ministro disse que sua função é defender a proteção social, buscando soluções reais para a Previdência sem penalizar trabalhadores. Ele mencionou que o governo deve construir ajustes com o olhar de não prejudicar os brasileiros.
Sobre a gestão do INSS, o ministro afirmou que o governo conseguirá zerar a fila até o fim do ano, após uma redução de 79% registrada de fevereiro até o momento. Ele explicou que zerar a fila depende da resposta de todo o fluxo mensal de pedidos em até 45 dias.
Em relação a fraudes, Queiroz informou que foram pagos R$ 3,2 bilhões a pessoas lesadas por desvios no INSS. Ele destacou que o ministério recebeu reconhecimento de nível máximo de integridade da Controladoria-Geral da União (CGU) e que as fraudes não devem ocorrer novamente.

